Arquivo de março, 2010

Consequências do Desmatamento…

Muito sério isso gente…

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Um show para não dizer adeus

Imagine um show intimista, feito fosse na sala de estar da sua casa, com todos muito à vontade, comentários entre artistas e público entre os intervalos das músicas, e um repertório de clássicos que ninguém cansa de ouvir, e a maioria sabe de cor.

Agora imagine que na platéia estivessem pessoas como o cineasta Arnaldo Jabor, e que esse show fosse de ninguém menos que Edu Lobo, acompanhado de um time de feras como Carlos Malta nas flautas, Lula Galvão na guitarra e Jurim Moreira na bateria. Pronto: você acabou de visualizar o delicioso show que o grande artista, que não subia aos palcos há 4 anos e há 15 não lançava um CD, fez ontem no Rio, para uma sala lotada, com ingressos esgotados.

O cenário não podia ter sido melhor: o espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico, que eu não conhecia e agora já estou definitivamente apaixonada. É claro que as canções de rasgar o coração contribuíram para todo esse meu encantamento, mas o jeitinho de Edu, que eu nunca tive privilégio de ver ao vivo até então, foi o que mais me encantou.

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Com um carisma incrível, Edu Lobo não tocou no violão, e explicou que uma das músicas do repertório da noite, a maravilhosa ‘Ponteio’, deveria ser o título do show, já que um problema em sua mão, que inchou ao longo dos ensaios, o impedia de tocar. “Quem me dera agora eu tivesse a viola pra tocar…”, lamentou ele. Pois é, foi uma pena, mas parece que ninguém ficou chateado, assim como ninguém pareceu se incomodar com os lapsos de memória que, de vez em quando, pegavam Edu de surpresa, fazendo-o esquecer de algumas partes das letras. Nada que pudesse atrapalhar o encanto, que ficou visível ao fim do show, quando o público em peso cantou junto com ele ‘Pra dizer Adeus’, emocionando qualquer um que presenciasse aquela cena. São coisas assim que fazem do Rio um charme. Em plena quarta-feira, um encontro tão gostoso no coração do Jardim Botânico.

O show foi para o lançamento do novo disco, ‘Tantas Marés’, com seis composições inéditas com Paulo César Pinheiro, quatro recriações de parcerias com Chico Buarque e uma jóia com Cacaso quase esquecida no vasto e irretocável oceano de suas obras. Gravado no estúdio da Biscoito Fino, o álbum tem produção e arranjos de Cristóvão Bastos com a participação da cantora Monica Salmaso.

Edu Lobo deixou claro que sua arte não tem data para acabar, muito pelo contrário: ele ainda deixou o público com água na boca quando falou de seus projetos em andamento, e que está musicando uma letra inédita de Vinicius, o meu, o seu, o nosso saudoso poetinha. Mas pediu desculpas, e disse que não a tocaria naquela noite porque ela ainda não está pronta. Coisa de quem não simplesmente faz música, lapida. 

Ok, Edu, a gente espera. Ansiosamente…

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Juba&Lula, hoow!!

Final de semana de calor é sempre aquilo: pré-praia em alguma iogurteria, praia, pós-praia com chopp no Braca, alguma festinha hypada… beleza, tudo muito bom. Mas se você quer dar um sacode nessa monotonia (mas um sacode propriamente dito), o Riodetudoumpouco te traz uma nova opção: Lagoa Aventuras (link).

Sabe o ‘Parque da Catacumba’ na Lagoa? Aquele que fica ali próximo ao Corte? Então, ali está em fase de soft-opening o primeiro parque de esportes de aventura carioca. O ‘Lagoa Aventuras’, instalado dentro do ‘Parque da Catacumba’, é uma ótima surpresa. Lá tem um senhor paredão de escalada, tirolesa, rapel nas pedras do alto do parque e um circuito de arvorismo que está lindo.

O colaborador (empolgado) que aqui escreve já foi, aprovou e agora assina embaixo. Profissionalíssimo. Cada equipamento com equipe especializada para apoio. O mais legal é a presença dos pequeninos (sempre eles), até porque também há uma versão baby para o arvorismo.

E outra: se você é mais devagar-quase-parando ou “não tem mais idade para essas coisas”, não deixe de visitar o espaço. O ‘Parque da Catacumba’ é um achado, mesmo sendo um espaço há tantos anos perdido no circuito carioca. É um museu a céu aberto, cheio de obras de arte. Sem contar os mirantes, miquinhos, espaços pra ioga ou tai chi… perto do agito da orla da Lagoa, não tem espaço melhor pra um chill-out (ou pra uma aventura).

Se joga, literalmente.

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Em tempo: boa pedida também é esticar o passeio no já clássico Palaphita Kitch (link). E dar aquela brindada com aqueles drinks gelados de “além-do-Pará” que só o restaurante tem.

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A Casa dos Budas Ditosos

Foram alguns anos, mas eu consegui. Finalmente vi Fernanda Torres na pele da personagem que mais me chocou e supreendeu na adolescência. Eu precisava ver aquilo. Sabia que só uma atriz como ela consegueria satisfazer minha vontade de ver em ação aquela senhora safada que eu lia no ônibus, constrangida com as suas aventuras, e encolhendo o o tronco sobre o livro algumas vezes, como se os outros pudessem saber o que eu estava lendo.

Foto de Luciana Prézia

A peça ‘A Casa dos Budas Ditosos’ não decepciona quem, como eu, se apegou ao texto de João Ubaldo Ribeiro. Aliás, ele também está lá, e saiu dos alto falantes da sala de teatro do Fashion Mall com sua voz arrastada e o seu sotaque inconfundível,  apresentando aquela baiana que tem coragem de descrever minunciosamente suas relações sexuais, inclusive com mulheres, com o irmão e o tio. Tenho certeza que, em alguns momentos, eu e todo mundo rimos de nervoso. O texto é picante, e a própria protagonista diz, pouco antes de encerrar o monólogo, que espera que todos saiam dali morrendo de vontade de comê-la. A direção só podia ser do Domingos de Oliveira.

Com o sotaque e os improvisos de Fernanda, impossível não rir. Mesmo o ser mais pudoroso não resistiria.

Então vamos ao que interessa: a peça estreiou ontem, e fica na sala 1 do Teatro Fashion Mall. A temporada vai até o dia 02 de maio. Sexta e sábado às 21h30, domingo às 20h.

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